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Roberto
Menescal

Vitória – ES, 1937

Compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical, o capixaba Roberto Batalha Menescal inicia seus estudos como acordeonista — instrumento que mais tarde troca pelo violão.

Em meados da década de 1950, conhece Carlos Lyra, com quem abre a famosa Academia de Violão. Importante centro de difusão da batida bossanovista, a Academia revela nomes como Wanda Sá, Nara Leão e Nelson Motta. Na mesma época, forma um conjunto com o qual grava seu primeiro disco, “Bossa É Bossa” (1959). Inicialmente batizado como Conjunto Bossa Nova, o grupo passa a se chamar Roberto Menescal e Seu Conjunto, tornando-se um dos mais bem-sucedidos da música instrumental da época.

Em 1959, a convite de Tom Jobim, participa da gravação da trilha sonora de “Orfeu Negro”, filme dirigido por Marcel Camus, adaptação do espetáculo “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

Presença constante nas reuniões de Bossa Nova no apartamento de Nara Leão, inicia ali sua parceria com Ronaldo Bôscoli. A primeira composição da dupla, “Jura de Pombo”, é gravada por Alaide Costa em 1960, marcando sua estreia como compositor gravado. Da parceria nascem clássicos como “O Barquinho”, “Rio”, “Telefone” e “A Morte de um Deus de Sal”.

Em 1961, ao lado de Luiz Eça, assina os arranjos do icônico álbum “Barquinho”, de Maysa, que inclui, além da faixa-título, outras três canções da dupla com Bôscoli: “Dois Meninos”, “Errinho à Toa” e “Lágrima Primeira”.

Em 1962, participa do histórico show de Bossa Nova no Carnegie Hall. O registro é lançado em 1963, no álbum “Bossa Nova at Carnegie Hall”, onde interpreta sua canção autoral “O Barquinho” (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli), ao lado do conjunto de Oscar Castro Neves.

De volta ao Brasil, em 1963, conhece o ídolo Lúcio Alves, para quem apresenta seu repertório autoral. No mesmo ano, o cantor lança pela Elenco o álbum “Balançamba”, composto exclusivamente por músicas da dupla Menescal e Bôscoli — consolidando-os como uma das parcerias mais importantes da Bossa Nova.

Em 1964, assina com Bôscoli a faixa-título do álbum de estreia de Wanda Sá, “Wanda Vagamente”, ficando também responsável pelos arranjos e pela produção.

Ao longo da década de 1960, participa de inúmeras gravações, produz seus primeiros álbuns e acompanha artistas como Elis Regina, com quem realiza turnês pelo Brasil e pelo exterior. Após esse período, a convite de André Midani, passa a atuar na Polygram como produtor e diretor artístico, desempenhando papel fundamental nas carreiras de nomes como Gal Costa, Raul Seixas, Egberto Gismonti, Marina Lima, Chico Buarque, Arnaldo Batista, Leila Pinheiro, Ivan Lins e Maria Bethânia.

Após encerrar sua trajetória na gravadora, inicia uma intensa colaboração com Nara Leão, dividindo palcos e gravações ao redor do mundo até a morte da cantora, em 1989.

Artista moderno e conectado às novas gerações, Roberto Menescal é peça-chave na renovação da Bossa Nova. Exemplo disso é a parceria com Luísa Sonza, iniciada em 2024, com a versão em inglês da canção “Chico” (Carolzinha/Douglas Moda/Jenni Mosello/Bruno Caliman/Luísa Sonza). Dois anos depois, anuncia o álbum “Bossa Sempre Nova” (2026), realizado em parceria com Luísa Sonza e Toquinho.

Conheça o site oficial: https://www.robertomenescal.com.br/

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